Partes baixas, poças depois da chuva, peças que balançam quando o carro passa. Antes de refazer, vale entender o que está acontecendo por baixo — porque é lá que está o problema, e é lá que a maioria dos serviços de calçada não mexe.
A calçada não afunda por causa da peça. Ela afunda porque a base abaixo dela não foi executada conforme a demanda de tráfego que a calçada recebe.
Uma calçada que recebe apenas pedestres exige uma base. Uma que recebe a entrada de carro exige outra. Uma que recebe caminhonete carregada ou caminhão exige outra ainda. Quando a base é executada abaixo dessa demanda — ou simplesmente não é executada —, o afundamento é questão de tempo.
Os dois cenários que mais encontramos ao abrir uma calçada afundada:
Vista de cima, uma calçada afundada por falta de base é idêntica a uma calçada afundada por infiltração de água. A única forma de saber é levantar uma peça e olhar o que está embaixo.
É por isso que a visita técnica vem antes do orçamento, sempre.
Você encontra na internet números prontos: tantos centímetros de brita, tantos de pó de pedra. Nós não trabalhamos assim, e há um motivo técnico — a espessura da base depende do solo do seu terreno e do tráfego que a calçada vai receber. O mesmo projeto executado em dois solos diferentes exige bases diferentes.
Quem informa espessura de base por telefone, antes de ver o terreno, está estimando.
Nem sempre. A peça íntegra pode ser reaproveitada com segurança.
A peça deve ser substituída quando apresenta:
A indicação da Saval é a troca de todas as peças por paver novo, e explicamos o motivo abaixo. Mas respeitamos a opinião do cliente: o desejo do cliente sempre manda. Se você preferir reaproveitar o que está em bom estado, executamos assim.
Paver não é questão de estética. É questão de como a carga chega até a base.
No paver, o peso do veículo é distribuído entre várias peças e chega à base de forma espalhada. Lousa e lajota são peças finas: o peso se concentra em uma peça só, e ela quebra com carro.
Há também uma vantagem de manutenção. Se um trecho precisar de correção, as peças de paver são levantadas, o problema é resolvido e as mesmas peças voltam ao lugar. Em piso de concreto moldado no local isso não existe — quebra-se e concreta-se novamente.
Toda calçada precisa de caimento. Nosso parâmetro é de 1% a 2% — de 1 a 2 centímetros de queda por metro. Sem isso a água permanece, acumula e encontra caminho até a base.
Quando o terreno não permite esse caimento, a solução é drenagem por baixo, dimensionada conforme o tamanho da área.
A base. O piso afunda porque a camada abaixo dele não foi executada conforme o tráfego que recebe, ou porque entrou água e essa camada perdeu capacidade de suporte. A peça raramente é a causa — ela acompanha o que acontece embaixo.
Nivelar apenas a superfície não resolve. Esse é o erro mais comum: refaz-se o assentamento, ou troca-se o material, sem corrigir a base — e em alguns meses o afundamento retorna no mesmo ponto. O nivelamento correto passa por abrir o trecho, corrigir a base conforme o tráfego, acertar o caimento e somente então reassentar.
Depende do que trincou. Peça trincada, fissurada ou com quina lascada deve ser substituída. Se o que trincou é piso de concreto moldado no local, a trinca costuma ser sintoma de movimento da base — corrigir apenas a trinca não interrompe a causa.
Define-se a referência, normalmente a soleira ou o nível da rua, marca-se o caimento necessário e trabalha-se com linha e nível de mangueira ou nível a laser. O parâmetro que utilizamos é de 1% a 2% no sentido do escoamento.
Conta rapidamente o que você precisa. A gente responde pelo WhatsApp em poucas horas, com a próxima etapa clara.